A endometriose é uma doença que afeta cerca de 190 milhões de mulheres em todo o mundo. No processo de diagnóstico, a ressonância magnética da pelve entra como um dos principais exames investigativos.
Neste artigo, falaremos mais sobre a importância desse exame de imagem, como ele funciona e o que ele avalia. Para saber mais, continue a leitura!
O que é a ressonância magnética de pelve?
A ressonância magnética de pelve é um exame de imagem não invasivo e de alta precisão. Seu principal objetivo é mapear e avaliar a extensão de lesões profundas e ovarianas.
O procedimento identifica os focos da doença nos compartimentos pélvicos, anterior, médio e posterior. Além disso, há a inclusão da avaliação da bexiga, ovários, ligamentos uterinos e reto.
Outro ponto importante é que o exame ajuda a diferenciar o grau de comprometimento, o que contribui na identificação da gravidade. Além disso, o médico consegue realizar o planejamento de intervenções cirúrgicas com maior segurança.
Quais doenças podem ser identificadas pelo exame?
Além da endometriose, a ressonância magnética de pelve permite que o profissional tenha acesso a imagens detalhadas dos órgãos e tecidos da região pélvica, auxiliando na investigação de diferentes condições.
Outras condições que podem ser diagnosticadas são:
- miomas uterinos;
- cistos;
- tumores ovarianos;
- tumores ginecológicos;
- alterações na próstata;
- doenças da bexiga e do reto;
- inflamações e infecções;
- alterações dos tecidos;
- lesões e alterações nos vasos sanguíneos.
O exame é essencial para garantir que a paciente possa ter o diagnóstico adequado e, consequentemente, o melhor tratamento.
Quando o médico pode solicitar a ressonância da pelve?
O médico pode solicitar a ressonância magnética quando precisa de uma avaliação detalhada dos órgãos do abdômen inferior para investigar sintomas persistentes. Além disso, o procedimento pode ser solicitado como complemento de outros resultados, como uma ultrassonografia de abdômen completo.
Quando o paciente apresenta dor pélvica persistente ou aguda, pode ser necessário realizar uma ressonância magnética. Mulheres com suspeita de endometriose ou de miomas também devem realizar o procedimento.
Alguns médicos podem solicitar o exame como rotina. No caso das mulheres, o objetivo é verificar adenomiose, cistos ovarianos e malformações. Já para os homens, a ideia é investigar alterações na próstata e vesículas seminais.
Quanto tempo dura o exame?
A ressonância magnética de pelve tem duração de cerca de 30 a 60 minutos. Isso vai depender do protocolo utilizado pelo profissional e da necessidade do uso do contraste. Vale destacar que, durante o procedimento, é importante permanecer imóvel para que os movimentos não prejudiquem a qualidade das imagens obtidas.
O tempo também pode variar conforme as estruturas que precisam ser avaliadas e as orientações do serviço de diagnóstico.
É necessário fazer jejum?
A necessidade de jejum antes desse tipo de ressonância pode variar de acordo com o protocolo do exame e as orientações do profissional. Em alguns casos, pode ser solicitado um determinado período sem ingestão de alimentos, principalmente quando há a possibilidade do uso de contraste ou outros medicamentos.
Por isso, é importante seguir as instruções fornecidas pela clínica ou pelo médico antes do procedimento.
Quando o contraste é necessário?
No caso da ressonância magnética de pelve, o contraste pode ser indicado para destacar determinadas estruturas e facilitar a identificação de outras alterações. Um ponto importante é que essa indicação depende diretamente do objetivo do exame e do que o médico tem interesse em avaliar.
De acordo com Ministério da Saúde, é preciso o uso do contraste para o exame com foco na pelve e objetivo de rastreamento de endometriose.
Além disso, pode ser solicitado, por exemplo, na investigação ou no acompanhamento de tumores, inflamações, infecções e outras alterações dos tecidos da pelve. Nem toda ressonância precisa de contraste, e a decisão deve considerar a indicação clínica e as condições de saúde do paciente.
Ressonância Magnética de pelve com contraste: quando é indicada?
O médico pode indicar a ressonância magnética de pelve quando precisa examinar com mais detalhes as estruturas da região pélvica e possíveis alterações.
A ressonância com contraste ajuda a diferenciar tecidos, além de contribuir com a investigação de tumores, inflamações, infecções e outras condições.
Em resumo, a necessidade do contraste depende diretamente da suspeita clínica, dos resultados de outros exames e do objetivo da investigação. Por isso, o médico é o responsável por definir seu uso.
Aqui na Bild Diagnósticos, nossa equipe especializada em diagnóstico por imagem realiza o exame com equipamentos de tecnologia avançada.
Considerações finais
A ressonância magnética de pelve é um exame de imagem que permite avaliar com detalhes diferentes órgãos e tecidos da região pélvica. Ela pode auxiliar na investigação de diversas condições, além de contribuir para o diagnóstico, acompanhamento e planejamento do tratamento.
Para obter imagens adequadas, siga as orientações de preparo fornecidas pelo serviço de diagnóstico.
Por fim, após o exame, o médico responsável deve avaliar o resultado junto com os sintomas, o histórico clínico e os outros exames do paciente.
Perguntas frequentes sobre ressonância magnética de pelve
Ressonância magnética de pelve mostra câncer?
Sim. A ressonância magnética de pelve pode identificar alterações suspeitas de tumores e ajudar a avaliar sua localização, tamanho e extensão.
No entanto, o exame, isoladamente, não confirma todos os casos de câncer. A interpretação deve considerar o histórico do paciente, outros exames e, quando indicada, a biópsia.
A ressonância detecta miomas e endometriose?
Sim. A ressonância magnética de pelve pode identificar e caracterizar miomas uterinos, fornecendo informações sobre quantidade, tamanho e localização.
Também é um exame importante na investigação da endometriose, especialmente quando há suspeita de endometriose profunda e necessidade de avaliar estruturas que podem estar comprometidas.
Precisa tirar a roupa para fazer o exame?
Antes da ressonância magnética de pelve, pode ser necessário trocar de roupa e utilizar uma vestimenta adequada para o exame.
Além disso, retire objetos metálicos, como joias, relógios, cintos e outros acessórios. As orientações podem variar conforme o serviço e o protocolo utilizado.
Quanto custa uma ressonância magnética de pelve?
O preço da ressonância magnética de pelve varia de acordo com a clínica, localização, protocolo utilizado e necessidade de contraste. Também pode haver diferença entre exames particulares e aqueles realizados por convênios.
Para saber o valor atualizado, consulte diretamente o serviço de diagnóstico escolhido.
A ressonância dói?
Não. A ressonância magnética de pelve é um exame indolor. Durante o procedimento, o paciente precisa permanecer imóvel enquanto o aparelho produz as imagens.
Algumas pessoas podem sentir desconforto por permanecer na mesma posição ou ansiedade devido ao espaço do equipamento, mas o exame não provoca dor.










