Primeiramente, é importante saber que o preparo para ressonância magnética é uma etapa importante para garantir a segurança do paciente e a qualidade das imagens.
Embora muitos exames não exijam cuidados complexos, algumas situações podem envolver jejum, uso de contraste, retirada de objetos metálicos ou avaliação prévia de implantes e dispositivos médicos.
Saber o que fazer antes do procedimento ajuda a evitar atrasos, desconfortos e até a necessidade de remarcar o exame.
Neste artigo, você entenderá como funciona a ressonância magnética, quais informações precisa fornecer à equipe e quais cuidados deve adotar antes do exame.
Afinal, o que é o exame de ressonância magnética?
A ressonância magnética é um dos exames de imagem mais completos disponíveis atualmente. Ela permite visualizar órgãos, articulações, músculos, vasos sanguíneos, coluna, cérebro e diferentes tipos de tecidos com grande riqueza de detalhes.
Ao contrário do raio X e da tomografia computadorizada, a ressonância magnética não utiliza radiação ionizante. As imagens são produzidas por meio da interação entre um campo magnético, ondas de radiofrequência e os átomos de hidrogênio presentes no organismo.
Apesar de ser um procedimento seguro e não invasivo, alguns cuidados antes do exame são fundamentais.
Informar corretamente suas condições de saúde, seguir as orientações de preparo e conhecer as etapas do procedimento contribuem para uma experiência mais tranquila e para a qualidade das imagens.
Como é o preparo para ressonância magnética?
O preparo para ressonância magnética depende da região que será examinada e do protocolo definido pelo médico radiologista.
Muitos exames não exigem jejum ou mudanças na rotina, mas algumas ressonâncias do abdomen, da pelve, das vias biliares ou realizadas com sedação podem necessitar de orientações específicas.
Por isso, não faça jejum por conta própria. O interessante é confirme previamente com a unidade onde o exame será realizado se será necessário suspender alimentos, líquidos ou algum medicamento.
Em geral, medicamentos de uso contínuo podem ser mantidos, salvo quando houver uma recomendação médica diferente. Pacientes com diabetes, crianças, idosos e pessoas que utilizam diversas medicações devem receber instruções individualizadas.
O que informar a equipe durante o preparo para ressonância magnética?
Antes de entrar na sala do equipamento, o paciente responde a um questionário de segurança. Todas as informações devem ser fornecidas com atenção, mesmo que determinado procedimento ou implante tenha sido realizado há muitos anos.
Informe à equipe caso tenha:
• Marcapasso, cardiodesfibrilador ou outro dispositivo cardíaco implantado
• Próteses, placas, parafusos, hastes ou outros materiais metálicos
• Implante coclear ou aparelho auditivo interno
• Clipes utilizados em cirurgias vasculares ou neurológicas
• Bombas de infusão, neuroestimuladores ou dispositivos eletrônicos
• Fragmentos metálicos no corpo, especialmente nos olhos
• Cirurgia recente
• Doença renal
• Histórico de reação a contraste
• Tatuagens ou maquiagem definitiva recentes
• Possibilidade de gravidez
• Claustrofobia ou dificuldade para permanecer em espaços fechados
O campo magnético pode interagir com determinados materiais, provocar aquecimento ou interferir no funcionamento de dispositivos eletrônicos. Por esse motivo, a compatibilidade de cada implante precisa ser verificada individualmente.
Ter um implante metálico não significa, necessariamente, que o exame não poderá ser realizado. Uma revisão sistemática que avaliou 7.196 ressonâncias em pessoas com dispositivos cardíacos não classificados como condicionais encontrou incidências muito baixas de complicações quando protocolos rigorosos de segurança foram adotados.
É importante levar o cartão do implante, relatório cirúrgico, laudo médico ou qualquer documento que apresente fabricante, modelo e data de colocação do dispositivo.
Por que objetos metálicos precisam ser retirados?
Antes da ressonância, é necessário remover joias, relógios, piercings, presilhas, óculos, aparelhos auditivos removíveis, cartões magnéticos e roupas com componentes metálicos.
Celulares, chaves, moedas e outros objetos pessoais também não podem entrar na sala do equipamento. Além de interferirem nas imagens, determinados materiais podem ser atraídos pelo campo magnético.
Um estudo realizado em 15 hospitais, com mais de 900 participantes, reforçou que a retirada de objetos metálicos e a investigação de implantes estão entre as principais medidas para garantir a segurança durante o exame .
Em algumas situações, será necessário trocar a roupa por uma vestimenta fornecida pela própria unidade.
A ressonância magnética sempre utiliza contraste?
Não. Muitos exames são realizados sem contraste.
Quando necessário, o contraste utilizado na ressonância geralmente contém gadolínio. Sua função é destacar vasos sanguíneos, áreas de inflamação, tumores, alterações neurológicas e outras estruturas que precisam de uma avaliação mais detalhada.
A indicação depende da região examinada, da suspeita clínica e das informações que o médico precisa obter. Antes da administração, o paciente deve informar se possui doença renal, se já apresentou reações a contrastes ou se está grávida.
Embora reações possam ocorrer, elas são consideradas pouco frequentes.
Em um registro europeu que analisou 154.779 ressonâncias cardíacas, eventos adversos agudos associados ao gadolínio foram registrados em 0,36% dos casos. Os eventos classificados como graves ocorreram em 0,03%.
A equipe médica avalia os benefícios e possíveis riscos antes de administrar o contraste, utilizando a menor dose necessária para responder à questão clínica.
Gestantes podem fazer ressonância magnética?
A ressonância não utiliza radiação ionizante e pode ser indicada durante a gestação quando o resultado tiver potencial para orientar o diagnóstico ou o tratamento.
Uma revisão publicada em 2025 não encontrou evidências conclusivas de prejuízos ao desenvolvimento fetal relacionados à realização de ressonância sem contraste em equipamentos de 1,5 ou 3 Tesla. Ainda assim, a decisão deve considerar a fase da gestação, a indicação clínica e a avaliação médica, especialmente durante o primeiro trimestre.
Durante a gravidez, a equipe médica deve usar o gadolínio com maior cautela e indicá-lo apenas quando o benefício diagnóstico superar os possíveis riscos.
Por isso, mesmo sem confirmação da gestação, a paciente deve informar qualquer possibilidade antes do procedimento.
O que acontece durante o exame?
O paciente permanece deitado em uma mesa móvel, que desliza para o interior do equipamento. Dependendo da região investigada, uma estrutura chamada bobina pode ser posicionada sobre a parte do corpo que será examinada.
Durante a aquisição das imagens, o equipamento produz sons altos e repetitivos. Protetores auriculares ou fones são disponibilizados para reduzir o desconforto.
A duração varia conforme o protocolo, mas muitos exames levam entre 20 e 50 minutos. Procedimentos mais complexos podem demorar um pouco mais.
É fundamental permanecer imóvel. Pequenos movimentos podem prejudicar as imagens e tornar necessária a repetição de algumas sequências.
Em determinados momentos, a equipe poderá pedir que o paciente prenda a respiração por alguns segundos.
Durante todo o procedimento, a equipe mantém contato com o paciente.
O paciente recebe um dispositivo de chamada e pode avisar caso sinta dor, ansiedade ou qualquer desconforto.
Uma pesquisa com 800 pacientes mostrou que 20% chegaram ao exame sem informações suficientes sobre o procedimento. A preparação adequada e a comunicação com a equipe influenciaram positivamente a percepção sobre a duração e a experiência durante a ressonância.
Tenho claustrofobia. Ainda posso fazer o exame?
Sim. Informe à equipe sobre a claustrofobia no momento do agendamento, e não apenas ao chegar à sala de exame.
Conhecer antecipadamente as etapas do exame, visitar a unidade, conversar com a equipe e utilizar técnicas de respiração podem ajudar. Dependendo da intensidade dos sintomas, o médico poderá avaliar a necessidade de medicação ou sedação.
Uma avaliação multicêntrica publicada na revista Radiography mostrou que a claustrofobia levou à interrupção de menos de 1% dos exames. O risco aumentou entre pacientes que entraram no equipamento com a cabeça primeiro e entre aqueles que realizaram exames do crânio.
Se a equipe utilizar medicação sedativa, o paciente deverá seguir as orientações específicas de jejum, permanecer em observação e comparecer acompanhado. Após o procedimento, não deverá dirigir.
Como funciona a ressonância em crianças?
O principal desafio em exames pediátricos é permanecer imóvel durante a aquisição das imagens. Crianças maiores podem realizar o procedimento acordadas quando recebem explicações adequadas e apoio da família e da equipe.
Para bebês e crianças pequenas, a equipe pode utilizar estratégias como alimentação antes do exame, sono natural, imobilização confortável ou, em algumas situações, sedação.
Uma revisão de 86 estudos sobre ressonância pediátrica destacou que a equipe deve adaptar o preparo à idade da criança e priorizar estratégias não farmacológicas para reduzir a necessidade de anestesia.
Quando o exame exigir sedação, os responsáveis devem seguir rigorosamente as orientações de jejum e acompanhamento.
O que fazer depois da ressonância?
Na maioria dos exames sem sedação, o paciente pode retomar suas atividades normalmente logo após o procedimento.
Quando há administração de contraste, a equipe pode recomendar a ingestão habitual de água ao longo do dia, desde que não exista restrição médica de líquidos. Caso surjam coceira, vermelhidão, inchaço, falta de ar ou qualquer reação diferente, é importante procurar orientação médica.
Pessoas que receberam sedação devem permanecer acompanhadas e evitar dirigir, operar máquinas, consumir bebidas alcoólicas ou tomar decisões importantes pelo período indicado pela equipe responsável.
Considerações finais sobre preparo para ressonância magnética
Por fim, a ressonância magnética é um exame seguro e extremamente importante para investigar diferentes condições de saúde. Para realizar o procedimento com tranquilidade, informe à equipe sobre implantes, doenças, cirurgias, alergias e a possibilidade de gravidez.
Também siga somente as orientações fornecidas pela clínica. O preparo pode variar bastante conforme a região examinada e a necessidade de contraste ou sedação.
Na unidade Bild Diagnósticos do Hospital Samaritano Campinas, você encontra estrutura para a realização de ressonância magnética, equipe especializada e atendimento a diferentes convênios.
Entre em contato para consultar cobertura, disponibilidade e instruções específicas para o seu exame.
Este conteúdo possui finalidade informativa e não substitui a avaliação ou orientação do médico responsável.
Perguntas frequentes sobre preparo para ressonância magnética
1. Precisa fazer jejum para ressonância magnética?
Nem toda ressonância magnética exige jejum. A necessidade depende da região examinada, do protocolo adotado, do uso de contraste e da realização de sedação.
O paciente deve confirmar essa informação com a clínica e evitar fazer jejum por conta própria.
2. Pode tomar medicamentos antes da ressonância magnética?
Na maioria dos casos, os medicamentos de uso contínuo podem ser tomados normalmente.
Entretanto, pacientes com diabetes, doença renal ou que utilizam medicamentos específicos devem informar a equipe durante o agendamento. Nenhum tratamento deve ser interrompido sem orientação médica.
3. O que não pode usar durante a ressonância magnética?
Antes do exame, retire relógios, brincos, piercings, colares, presilhas, óculos, aparelhos auditivos removíveis e roupas com partes metálicas.
Celulares, cartões, chaves, moedas e outros objetos também não podem entrar na sala do equipamento.
4. Quem tem prótese ou marcapasso pode fazer ressonância magnética?
Depende do modelo, do material e das condições determinadas pelo fabricante. A presença de um dispositivo não impede automaticamente a realização do exame, mas exige avaliação individual.
O paciente deve apresentar o cartão do implante, relatório cirúrgico ou documento com as informações técnicas do dispositivo.
5. Como controlar a claustrofobia durante a ressonância?
Informe à equipe, no momento do agendamento, caso tenha dificuldade para permanecer em espaços fechados. Explicações antecipadas, acompanhamento da equipe e técnicas de respiração podem ajudar.
Em casos mais intensos, o médico poderá avaliar o uso de medicação ou sedação.
Quando o exame exigir sedação, o paciente deverá comparecer acompanhado e seguir as orientações específicas de jejum.
