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Ressonância magnética das mamas: quando o exame é indicado

A ressonância magnética das mamas costuma gerar dúvidas. Muitas mulheres conhecem a mamografia e a ultrassonografia, mas sabem pouco sobre esse terceiro exame.

Ele usa campo magnético e contraste à base de gadolínio para produzir imagens detalhadas do tecido mamário, sem radiação ionizante. Além disso, os médicos não o solicitam para todas as pacientes.

Portanto, entender quando o exame faz sentido ajuda você a conversar melhor com seu mastologista ou radiologista.

Neste artigo, explicamos as principais indicações, mostramos o que a ressonância magnética das mamas consegue identificar e discutimos seus limites, com base em estudos recentes e em diretrizes de sociedades médicas.

O que é a ressonância magnética das mamas e como ela funciona

Para começar, a ressonância magnética das mamas combina imagens obtidas antes e depois da injeção de contraste.

Uma revisão publicada na Radiology aponta que o exame tem a maior sensibilidade para detectar câncer de mama entre as modalidades clínicas atuais.

Além disso, técnicas como difusão e imagens ultrarrápidas ajudam o radiologista a distinguir lesões benignas de malignas. Por isso, a análise considera não só o formato da lesão, mas também a forma como ela capta o contraste ao longo do tempo.

No entanto, essa sensibilidade elevada tem um custo, pois o exame também destaca alterações benignas e, consequentemente, gera mais pedidos de investigação adicional.

Quando a ressonância magnética das mamas é indicada para rastreamento

Primeiro, o exame é indicado para mulheres com risco elevado.

O American College of Radiology recomenda ressonância anual para quem tem mutação genética associada ao câncer de mama, risco calculado de 20% ou mais ao longo da vida, ou histórico de radioterapia no tórax em idade jovem.

Nesses casos, o acompanhamento começa entre 25 e 30 anos e inclui também a mamografia anual. Além disso, a mesma diretriz inclui mulheres com câncer de mama antes dos 50 anos e aquelas com histórico pessoal da doença e mamas densas.

Em seguida, vêm as mamas extremamente densas. Como o tecido denso mascara tumores na mamografia, a Sociedade Europeia de Imagem da Mama recomenda oferecer a ressonância a cada dois a quatro anos, entre 50 e 70 anos.

No estudo DENSE, a ressonância adicional encontrou 16,5 cânceres por mil exames na primeira rodada, mesmo após mamografias sem alterações. Uma meta-análise de 2023 também concluiu que a ressonância superou as outras técnicas complementares nesse cenário.

Por outro lado, o consenso não é total.

O U.S. Preventive Services Task Force considera insuficiente a evidência sobre exames complementares em mulheres de risco médio com mamas densas. Assim, a decisão deve ser compartilhada com o médico.

O que a ressonância magnética das mamas pode identificar

A ressonância magnética das mamas detecta tumores pequenos e em fase inicial.

No DENSE, os cânceres encontrados pela ressonância tinham mediana de 7 mm, contra 17 mm na mamografia, e a taxa de cânceres de intervalo caiu de 5,0 para 0,8 por mil mulheres. Em outro estudo, a ressonância abreviada alcançou sensibilidade de 95,7%, enquanto a tomossíntese ficou em 39,1%.

Além disso, o exame identifica carcinoma ductal in situ e tumores invasivos que a mamografia não mostrou. Na segunda rodada do DENSE, todos os tumores detectados estavam nos estágios 0 ou I e sem comprometimento de linfonodos.

Portanto, o principal ganho está na detecção precoce, já que tumores menores costumam permitir tratamentos menos agressivos.

Outras indicações diagnósticas da ressonância magnética das mamas

Fora do rastreamento, o exame tem usos bem definidos.

Em mulheres com câncer recém-diagnosticado, a ressonância magnética das mamas avalia a extensão da doença. Uma meta-análise de 2023 associou o uso do exame a menos reoperações (OR 0,73) e a menor recorrência.

Contudo, diretrizes da American Cancer Society e da NCCN não recomendam o uso rotineiro, pois o exame pode aumentar a taxa de mastectomias sem benefício claro a longo prazo.

Outra aplicação é o acompanhamento da quimioterapia neoadjuvante.

A ressonância avalia a resposta ao tratamento com mais precisão que mamografia, ultrassonografia ou exame clínico, embora possa superestimar ou subestimar a doença residual.

Por fim, ela investiga implantes mamários, metástases em axila com tumor primário oculto, suspeita de doença de Paget e secreção suspeita no mamilo.

Limitações e cuidados antes da ressonância magnética das mamas

Apesar das vantagens, o exame tem limites.

O principal são os falsos positivos. No DENSE, a taxa chegou a 79,8 por mil exames na primeira rodada e caiu para 26,3 na segunda, porque o radiologista passou a comparar com imagens anteriores.

Além disso, o contraste exige atenção. Os riscos descritos incluem reação alérgica, fibrose nefrogênica sistêmica e depósito de gadolínio nos tecidos.

Em mulheres na pré-menopausa, realizar o exame entre o sétimo e o décimo quarto dia do ciclo reduz o realce de fundo e melhora a precisão. Ademais, algumas pacientes relatam desconforto e claustrofobia durante o exame.

Por fim, os protocolos abreviados tornam o exame mais acessível. Na análise do DENSE, o protocolo abreviado teve sensibilidade de 84,3%, semelhante à do protocolo completo (85,9%), com tempo de aquisição 70% a 80% menor.

Considerações finais sobre a ressonância magnética das mamas

A ressonância magnética das mamas não substitui a mamografia, mas a complementa em situações específicas.

Ela se destaca em mulheres de alto risco, em mamas extremamente densas e em cenários diagnósticos em que a mamografia e a ultrassonografia não bastam.

Além disso, o exame detecta tumores menores e mais precoces, o que pode ampliar as opções de tratamento. Entretanto, a mesma sensibilidade que traz benefícios também aumenta o número de achados benignos e de exames adicionais.

Por isso, a indicação deve considerar o risco individual, a densidade mamária, o histórico familiar e as preferências da paciente.

Em consequência, o caminho mais seguro é conversar com o médico sobre o seu perfil de risco e definir a estratégia de rastreamento ideal.

Vale lembrar que as recomendações variam entre sociedades médicas e continuam evoluindo conforme novos estudos surgem.

Portanto, nunca decida sozinha incluir ou dispensar um exame. Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.

Com orientação adequada, a ressonância magnética das mamas se torna uma aliada importante do diagnóstico precoce.

Perguntas frequentes sobre a ressonância magnética das mamas

1. A ressonância magnética das mamas substitui a mamografia?

Não. As diretrizes tratam a ressonância como exame complementar, e a mamografia segue como base do rastreamento.

2. Toda mulher precisa fazer ressonância magnética das mamas?

Não. A recomendação mais forte vale para mulheres de alto risco e, em alguns países, para quem tem mamas extremamente densas.

3. O contraste da ressonância é seguro?

Em geral, sim, mas existem riscos raros, como reações alérgicas e fibrose nefrogênica sistêmica. Por isso, o médico avalia a função renal e o histórico de alergias [13].

4. Quanto tempo dura o exame?

O protocolo completo é mais longo, enquanto o abreviado reduz o tempo de aquisição em 70% a 80%. A clínica informa a duração exata no agendamento.

5. Um resultado alterado significa câncer?

Não necessariamente. Muitos achados são benignos, e por isso o radiologista pode pedir imagens adicionais ou biópsia.

A Bild Diagnósticos é uma clínica de diagnóstico por imagem em Campinas e Hortolândia. Também somos especializados em ressonância magnética, tomografia computadorizada multislice, ultrassonografia, raio-X digital, mamografia e densitometria óssea. Também somos a primeira e única clínica da região de Campinas certificada pelo PADI, o Programa de Acreditação em Diagnóstico por Imagem do Colégio Brasileiro de Radiologia. Assim, esse selo atesta o rigor técnico e a segurança dos nossos exames de imagem. Atualmente, contamos com 6 unidades distribuídas em Campinas, Hortolândia, Indaiatuba e Santa Bárbara d’Oeste, além de estarmos presentes em 5 hospitais parceiros e um shopping da região metropolitana. Assim, essa capilaridade facilita o acesso da população a exames de imagem perto de casa ou do trabalho, com equipamentos modernos e resultados confiáveis. Por isso, atendemos Unimed e diversos outros convênios médicos, além de particulares, e também disponibilizamos agendamento online e atendimento via WhatsApp para marcar exames com rapidez. Dessa forma, pacientes e médicos também podem acessar o portal de resultados online para consultar laudos com segurança, a qualquer hora.

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