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Diante de uma suspeita de AVC, cada minuto pesa. Por isso, a tomografia no diagnóstico de AVC ocupa o primeiro lugar na fila de exames.

A tomografia computadorizada de crânio mostra, em poucos minutos, se o cérebro sofre com uma obstrução ou com um sangramento. Além disso, ela orienta a equipe médica sobre o tratamento mais adequado.

Neste 29 de outubro, Dia Mundial do AVC, vale entender como esse exame funciona e onde ele encontra limites.

A seguir, você conhece os tipos de tomografia usados na emergência, os números que sustentam seu uso e as dúvidas mais comuns de pacientes e familiares. Dessa forma, você entende por que a rapidez na imagem pesa tanto na decisão do tratamento.

O AVC em números

O AVC continua entre as maiores causas de morte e incapacidade do planeta. Segundo o Global Stroke Fact Sheet 2025, da World Stroke Organization, os casos novos cresceram 70% entre 1990 e 2021, e as mortes aumentaram 44% no período.

Além disso, cerca de 87% dos óbitos ocorrem em países de baixa e média renda. No Brasil, o Sistema de Informações Hospitalares do SUS registrou 238.683 internações por AVC em 2023, contra 182.470 em 2014.

Por outro lado, o Ministério da Saúde explica que a maioria dos casos é isquêmica, enquanto o tipo hemorrágico responde por cerca de 15%. Essa divisão importa, pois cada tipo pede um tratamento diferente.

Como a tomografia separa isquemia de hemorragia

A tomografia de crânio sem contraste é o exame de imagem inicial para quem apresenta sintomas de AVC.

O exame dura poucos minutos e serve como referência para identificar hemorragia aguda nas primeiras horas.

Esse resultado muda o rumo do atendimento. Se a imagem mostra sangramento, a equipe evita medicamentos que dissolvem coágulos.

Se não mostra, o médico avalia a possibilidade de tratar uma obstrução. Ademais, a tomografia no diagnóstico de AVC ajuda a descartar outras causas de sintomas parecidos, como tumores.

O que o exame revela no AVC isquêmico

Nas primeiras horas, o AVC isquêmico deixa sinais discretos na imagem.

Para organizar a leitura, os radiologistas usam o escore ASPECTS, descrito por Barber e colegas em 2000, que dá até 10 pontos conforme as áreas ainda preservadas na região da artéria cerebral média.

Quanto menor a nota, maior a área já comprometida. As diretrizes americanas recomendam a trombectomia, com o mais alto nível de evidência, para pacientes com ASPECTS igual ou maior que 6.

Contudo, a colaboração HERMES mostrou que parte dos pacientes com pontuação baixa também pode se beneficiar, e a discussão segue aberta.

Angiotomografia e perfusão: quando o exame vai além

Em casos selecionados, a equipe amplia a avaliação com a angiotomografia, que usa contraste para mapear as artérias do cérebro e do pescoço.

Ela identifica oclusões em grandes vasos, que respondem por 30% a 40% dos AVCs isquêmicos. Com essa informação, o time decide pela trombectomia mecânica. Já a tomografia de perfusão estima o tecido que ainda pode ser salvo.

Os estudos DAWN e DEFUSE 3 usaram essa técnica para selecionar pacientes entre 6 e 24 horas do início dos sintomas. Nos grupos tratados com trombectomia, 49% (DAWN) e 45% (DEFUSE 3) alcançaram independência funcional aos 90 dias, segundo análise de Menon e colaboradores.

No entanto, o registro CLEAR, de Gralla e colegas, encontrou resultados semelhantes em pacientes selecionados por tomografia sem contraste, o que ajuda onde a perfusão não está disponível.

Tempo é cérebro

Cada minuto sem tratamento custa caro.

Estimativas clássicas de Saver (2006) apontam que o cérebro perde cerca de 1,9 milhão de neurônios por minuto em um AVC isquêmico sem tratamento. Por isso, a diretriz da American Heart Association e da American Stroke Association recomenda que candidatos à trombólise ou à trombectomia façam o exame de imagem em até 20 minutos após a chegada ao hospital.

Inteligência artificial acelera a leitura

Softwares de inteligência artificial analisam a tomografia e alertam a equipe sobre sinais de oclusão ou sangramento.

Uma metanálise apresentada na reunião da American Academy of Neurology em 2024 encontrou redução média de 24,8 minutos entre a chegada e a punção para trombectomia. Outra, com 11 estudos e 15.402 pacientes, também associou a tecnologia a menor tempo entre a tomografia e o início do procedimento.

Para hemorragia intracraniana, uma revisão sistemática com buscas até maio de 2025 estimou sensibilidade combinada de 89% e especificidade de 92,6%. Ainda assim, esses estudos comparam períodos antes e depois da implantação do software.

Portanto, outras mudanças no fluxo de atendimento também influenciam o resultado, e a ferramenta apoia o médico sem substituí-lo.

Limites e segurança do exame

Nenhum exame é perfeito.

Em AVC isquêmico muito recente ou pequeno, a tomografia pode parecer normal. Uma revisão Cochrane estimou sensibilidade de 39% para a tomografia, contra 99% da ressonância com difusão. No entanto, os próprios autores alertam para poucos dados, vieses metodológicos e intervalo de confiança amplo, de 16% a 69%.

Em AVC na fossa posterior, uma metanálise apresentada em congresso da American Neurological Association, em 2017, estimou sensibilidade de 30,8% para a tomografia sem contraste. Dessa maneira, a ressonância complementa a investigação quando a dúvida persiste, e a avaliação clínica continua indispensável.

Quanto à radiação, um estudo com 391 pacientes com AVC isquêmico mediu dose efetiva média de 2,56 mSv na tomografia sem contraste. Os autores consideram essas doses dentro de limites aceitáveis, e protocolos de baixa dose reduzem ainda mais a exposição.

Considerações finais

A tomografia no diagnóstico de AVC cumpre um papel decisivo. Ela separa isquemia de hemorragia, estima a extensão da lesão, localiza obstruções e orienta o tratamento dentro de uma janela de tempo curta.

Os números mostram que a agilidade muda desfechos, e os estudos recentes indicam que a tecnologia, incluindo a inteligência artificial, ajuda a economizar minutos preciosos. Ao mesmo tempo, o exame tem limites e depende da avaliação clínica e, em alguns casos, da ressonância.

Diante de sinais como fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, confusão ou alteração na fala, não espere melhorar em casa. Ligue 192 e siga para um hospital preparado para atender AVC.

A Bild não substitui esse atendimento de emergência. Fora dele, porém, a Bild realiza tomografia computadorizada, mediante pedido médico, no Samaritano Campinas Unidade 2, no Hospital Samaritano Hortolândia, no Hospital Santa Ignês Indaiatuba e no Hospital Samaritano Santa Bárbara.

Mesmo instalada dentro de hospitais, a Bild atende pacientes externos e diferentes convênios, quando aplicável.

Além disso, a certificação PADI reconhece boas práticas e controle de qualidade em diagnóstico por imagem, o que reforça a padronização dos processos e a segurança de quem faz o exame. Assim, quem precisa investigar sintomas ou seguir uma indicação do médico encontra tecnologia e atendimento por perto.

Perguntas frequentes

1. A tomografia sempre detecta um AVC?

Nem sempre. A tomografia identifica hemorragia com boa confiabilidade, porém pode não mostrar um AVC isquêmico muito inicial ou pequeno. Nesses casos, o médico combina exame clínico, repetição da imagem e, se necessário, ressonância.

2. Qual a diferença entre tomografia sem contraste, angiotomografia e tomografia de perfusão?

A tomografia sem contraste avalia o tecido cerebral e identifica sangramento. A angiotomografia usa contraste para mostrar as artérias e localizar obstruções. A tomografia de perfusão estima quanto tecido ainda pode ser recuperado.

3. Quanto tempo leva a tomografia de crânio?

O exame em si leva poucos minutos. Em AVC, a meta das diretrizes é fazer a imagem em até 20 minutos após a chegada ao hospital.

4. A radiação da tomografia de crânio é perigosa?

A dose existe e os serviços trabalham para mantê-la o mais baixa possível. Um estudo com 391 pacientes mediu 2,56 mSv na tomografia sem contraste e considerou a exposição aceitável. O médico solicita o exame quando o benefício diagnóstico justifica essa dose.

5. Posso fazer tomografia de crânio na Bild sem estar internado?

Sim, mediante pedido médico, nas unidades que oferecem tomografia computadorizada. Porém, se houver sinais de AVC, a orientação é ligar 192 imediatamente e buscar um pronto atendimento.

 

A Bild Diagnósticos é uma clínica de diagnóstico por imagem em Campinas e Hortolândia. Também somos especializados em ressonância magnética, tomografia computadorizada multislice, ultrassonografia, raio-X digital, mamografia e densitometria óssea. Também somos a primeira e única clínica da região de Campinas certificada pelo PADI, o Programa de Acreditação em Diagnóstico por Imagem do Colégio Brasileiro de Radiologia. Assim, esse selo atesta o rigor técnico e a segurança dos nossos exames de imagem. Atualmente, contamos com 6 unidades distribuídas em Campinas, Hortolândia, Indaiatuba e Santa Bárbara d’Oeste, além de estarmos presentes em 5 hospitais parceiros e um shopping da região metropolitana. Assim, essa capilaridade facilita o acesso da população a exames de imagem perto de casa ou do trabalho, com equipamentos modernos e resultados confiáveis. Por isso, atendemos Unimed e diversos outros convênios médicos, além de particulares, e também disponibilizamos agendamento online e atendimento via WhatsApp para marcar exames com rapidez. Dessa forma, pacientes e médicos também podem acessar o portal de resultados online para consultar laudos com segurança, a qualquer hora.

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